Doações

“Ensina a criança no caminho em que deve andar e quando crescer não se desviará dele”

Por Karina Castilho

Nesta semana um temporal passou por Marília, interior de São Paulo. E como é de se esperar, destruiu casas e comércios, arrancou grandes árvores, danificou móveis, eletrônicos e outros bens, mas também arrasou a vida de algumas pessoas e famílias. Porém, como também é de se esperar de um povo solidário como os Marilienses, muitos saíram em socorro dos desabrigados para atender as necessidades emergenciais como roupas, calçados e alimentos. Outros já pensaram lá na frente e realizaram mutirões para arrecadar doações – e conseguiram! Alguns abriram a porta de suas casas, empresas e igrejas como a Terceira Igreja Batista de Marília-SP. Tal mobilização é contagiante e nos envolve ao ponto de não conseguirmos “ficar de fora”.

Em todo o tempo fui motivada a participar, ajudar, orar. Mensagens chegavam constantemente via WhatsApp – e eu precisava agir rápido se quisesse ser útil. Neste tempo de corre pra lá e pra cá, separando roupas, alimentos, pensando em algo para levar às crianças, o desânimo me pegou… Sim, ele me pegou no momento em que menos precisava. Sabe por quê? Pensei que, com tanta gente ajudando e agindo, com tanta gente pensando o mesmo que eu e conseguindo fazer enquanto eu estava no conforto da minha casa cuidando do meu filho e marido, eu seria mais um e qualquer coisa que fizesse seria tão insignificante. Que erro… tão comum em situações assim. Mas graças a Deus temos o Espírito Santo que nos ensina e ministra em nossos corações.

Foi então que percebi o “motivo” do desânimo: qualquer atitude é pequena e insignificante diante da grandeza do chamado de Deus para as nossas vidas e de Seu poder para agir em nós e através de nós. Muitos já disseram que tudo começa com uma escolha; e eles estavam certos. Se eu escolhi abençoar e cuidar do próximo, mesmo que tenha total amor em fazer, sem a motivação correta não vai dar certo! O propósito de ajudar alguém não é ser diferente, especial, doar o que ainda não tenha sido arrecadado ou tornar aquilo algo nobre. O propósito é CUIDAR DO OUTRO, não de nós mesmos ou de nossas dúvidas! Lembrei dos discípulos quando disseram a Jesus: “Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és Tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes” (Lucas 5:5). E esta foi a minha oração no momento de “vacilo emocional”. Disse ao Senhor que faria tudo o que o meu coração foi ensinado a fazer, tudo o que amo fazer… porque é Ele quem direciona a minha vida.

Foquei na visão e propósito em ajudar o próximo sem pensar se seria um ou mais um! Fui lá e fiz. Corri à igreja e ajudei com o que podia! Levei as doações que eu e minha família conseguimos, incluindo as roupinhas que meu próprio filho ajudou a escolher para dar às crianças desabrigadas. Agradecemos a Deus por tudo. E nas palavras do meu filho, oramos: “Senhor Jesus, dá uma casa nova e bem bonita para as crianças. Amém”. Aprendi que ser mais um é muito bom e bem melhor do que não fazer nada. E sim, qualquer doação será pequena e insignificante se comparada ao amor de Deus por nós. Mas toda doação é bem-vinda se você a faz com a motivação certa: cuidar do próximo!

Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? Ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? Ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25: 37-40)

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