Herói Imbatível ou Exemplo Real?

Oi gente bonita. Hoje é comemorado o Dia das Crianças e sempre temos a oportunidade de refletir e aprender, mesmo que a data pareça apenas para brincadeiras e descanso. Por isso, escolhi compartilhar o relato da advogada Michelle Farah Rodrigues, em que ela destaca o quanto foi fundamental a presença e o cuidado dos pais desde a sua infância até os dias atuais. E isto testifica que o amor, a amizade, a instrução e o exemplo podem fazer toda a diferença na vida de um filho (a). Convido vocês para também conhecerem o blog Amando o Hoje, onde originalmente o relato foi publicado.

Boa leitura e bjoka!

Imagem ilustrativa (Free Images)

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Herói Imbatível ou Exempo Real?

Por Michelle Farah Rodrigues

No momento em que nossos filhos “surgem” em nossas vidas ficamos sem saber como criá-los adequadamente, se estaremos aptos a conduzí-los e qual a melhor forma de educá-los. A incerteza e a insegurança pairam sobre nossas cabeças.

Quando era criança via os meus pais como meus maiores e melhores exemplos. Meu pai um profissional respeitado e que crescia dentro da empresa para a qual trabalhava. Minha mãe uma professora dedicada que acabou largando tudo em prol da família, sempre cozinhando muito bem para todos nós e mais um tanto de amigos que sempre apareciam em casa. Fora o “lado bravo” dos dois, eles eram perfeitos aos meus olhos.

Enquanto mãe de primeira viagem, tinha a preocupação de passar essa mesma visão para os meus filhos. Queremos que eles nos vejam como modelos, como super heróis! Mas até que ponto essa é a melhor forma de nos relacionarmos com eles?

Um super herói é aquele cara perfeito, que consegue e resolve tudo. Simplesmente imbatível! Mas… eu não sou assim! Tenho falhas e defeitos, fico cansada, perco a paciência, tenho problemas que nem sempre consigo resolver. Em outras palavras, sou um ser humano como outro qualquer.

Quando trabalhava em tempo integral me cobrava por não estar presente na vida do meu filho como eu gostaria e ele precisava. Já em casa, me criticava por não dar conta de tudo o que precisava resolver. “Se a minha mãe conseguia com quatro filhos, por que não eu com apenas dois?”, pensava e me cobrava.

É importante que nossos filhos saibam que somos capazes de tudo por eles mas que também somos limitados, temos falhas, nem sempre corresponderemos às suas expectativas, e que o mundo é feito de pessoas que erram, como nós. Mas o que realmente deve importar é o levantar, o tentar de novo, a persistência, a resiliência, o não desistir; é eles saberem que estaremos presentes em suas vidas quando eles precisarem; que ficamos felizes com as suas conquistas, e os ajudaremos a levantar em seus tropeços.

Em “Pais brilhantes, Professores fascinantes”, Augusto Cury, com propriedade, assim aborda o tema da educação dos filhos e o relacionamento pai x filho:

O filhos não precisam de pais gigantes, mas de serem humanos que falem a sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração.
(…) Você quer ser um pai ou uma mãe brilhante? Tenha coragem de falar sobre os dias mais tristes da sua vida com seus filhos. Tenha ousadia de contar sobre suas dificuldades do passado. Fale das suas aventuras, dos seus sonhos e dos momentos mais alegres de sua existência. Humanize-se. Transforme a relação com seus filhos numa aventura. Tenha consciência de que educar é penetrar um no mundo do outro. 

(…) O que gera os vínculos inconscientes não é só o que você diz a eles, mas também o que eles vêem em você.”

Hoje continuo vendo os meus pais como meus exemplos, sem dúvida, mas não mais como pessoas perfeitas. Eles são meus heróis, mas não porque não cometem falhas, e sim pelo que foram capazes de fazer e enfrentar por mim e pelos meus irmãos; por deixarem de lado o cansaço estando sempre disponíveis para nos ajudar com as crianças (nossos filhos) mesmo morando tão longe; por não medirem esforços para nos auxiliar e orientar com sabedoria nas situações mais críticas de nossas vidas, oferecendo-nos um ombro amigo e um colo aconchegante.

Eles não são perfeitos. Eu? Menos ainda! Mas é esse exemplo e “heroísmo real” que eu quero passar e demonstrar para os meus filhos também. Quero ser alguém próximo, com quem eles possam contar, e não aquela pessoa perfeita sobre um pedestal, difícil de se alcançar e “imitar”. Afinal, as crianças aprendem muito mais com o que somos e fazemos do que com o que falamos!

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*Michelle Farah Rodrigues – Advogada, consultora jurídica, professora de Inglês, articulista deste site, blogueira “Amando o Hoje“. 

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2 Responses

  1. Michelle diz:

    Ka,

    Muito obrigada pelo carinho de sempre, compartilhando essa história, e também pelo espaço e oportunidade no seu site!

    Beijinhos

    • Karina Jornalista diz:

      Oi Mi. Obrigada por nos ensinar através de um relato simples, amoroso e muito verdadeiro. bjoka

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