Ser honesto é constrangedor!

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Por Karina Castilho

Diariamente a nossa honestidade é provada, mas o pior é quando ser honesto nos constrange. Por exemplo, vamos supor que ao solicitar o serviço de TV por Assinatura, o trabalhador comente: “- Se quiser um ponto adicional é só me ligar que eu venho aqui e faço a instalação por um preço baratinho, sem ninguém saber”. Aqui entre nós, tentadora a proposta, não é mesmo? Ter a TV por Assinatura em outros cômodos, não pagar mensalmente por isso e ainda continuar sendo “honesto” porque não partiu de nós a ideia, seria perfeito! Porém, há quem sinta-se constrangido nesta situação e não consiga responder ao trabalhador: “- Não, obrigado. Sou honesto e isso que você está propondo é errado”. Ainda que alguém não tenha problemas em dizer o que pensa, a situação acaba ficando um tanto quanto constrangedora quando se diz. Mas como já foi dito, isto é apenas uma simulação e não significa que os trabalhadores deste ramo sejam desonestos.

Quando se trata do dinheiro alheio a tentação fica maior ainda. Refiro-me a coisas simples como um lanche oferecido pela liderança da Igreja, uma viagem de negócios pela empresa, a compra de um presente em nome de várias pessoas ou até um passeio dado pelos pais. Nem sempre o receptor vai agir com sabedoria valorizando a confiança dedicada a ele, pelo contrário, acaba gastando além do necessário (porque o dinheiro não saiu do seu bolso), ou superfaturando uma nota fiscal.  Perdoe-me a franqueza, mas praticar tal ato não é apenas falta de consciência, mas também de caráter e temor ao Senhor. Aqueles que conhecem (ou não) a Palavra de Deus e pensam que ficarão impunes para sempre ou que ninguém vai descobrir um “pequeno desvio” é insensato, pois está escrito em Gálatas 6:7: “Não erreis: de Deus não se zomba, tudo aquilo que o homem plantar, ele colherá”; enada há encoberto que não haja de ser manifesto (Marcos 4:22).

Levar para casa uma caneta da empresa, sem permissão, e não devolver é roubo! (Imagem ilustrativa)
Levar para casa uma caneta da empresa sem permissão e não devolver é roubo!  (Imagem ilustrativa)

Outro exemplo simples e comum. No trabalho, utilizamos várias coisas que não nos pertence: a mesa, o computador, lápis, papel sulfite, telefone, etc. Vejamos essa simulação: ao usar a caneta para prender o cabelo ou assinar papéis e apenas por praticidade deixá-las no bolso, ir embora para casa e não devolver no dia seguinte, é roubo! Sim, é roubo. Pegar o que não lhe pertence sem permissão é roubo. Por acaso saímos de uma papelaria com a caneta no cabelo ou no bolso? Não, porque seríamos chamados de ladrão. Às vezes é o nosso colega que tem esse hábito e não conseguimos corrigi-lo ou orientá-lo sobre suas atitudes desonestas, ficamos constrangidos e esperamos acomodados que Deus faça alguma coisa. E isso pode acontecer em todos os lugares com qualquer pessoa. Ninguém está ileso. Talvez seja incomodo ler algo assim, já que no coração a intenção não tenha sido essa, mas a atitude condena e a Palavra de Deus nos ensina que não existe pecado menor ou maior. Pecado é pecado e ponto. O próprio apóstolo Paulo nos adverte sobre a necessidade de vigiarmos, sobre a luta contra a “carne”, do certo contra o errado: “O bem que quero, eu não faço; mas o mal que não quero, este faço” (Romanos 7:19).

E o que dizer da esposa que tenta esconder seus gastos do marido? Querida leitora, se você tem dificuldades em ser honesta com seu cônjuge, peça a Deus sabedoria pois Ele prometeu nos dá-la abundantemente. Arrependa-se e mude de atitude. Peça também a Deus que dê ao seu esposo entendimento sobre as suas reais necessidades. E vigie, claro!

Acredito que todos sofremos tentações e provações, mas a diferença está em nossas escolhas depois do erro (e antes se possível). Podemos fazer a diferença ao escolhermos viver os princípios da Palavra de Deus, sermos verdadeiramente honestos (inclusive nas pequenas coisas), e não nos intimidarmos por fazer o que é certo. Quando nos deparamos com a verdade, o inimigo tenta nos convencer de que é mais fácil ser desonesto para não passar pelo constrangimento de ser honesto. Que o Espírito Santo ministre em nossos corações como devem ser nossas atitudes e escolhas, e que possamos estar sensíveis a Ele e ao Seu chamado.

Graça e paz!

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