Deus é A mãe!

Eu e meu filho Benjamin em seus primeiros meses de vida. Momento único e inestimável.
Eu e meu filho Benjamin em seus primeiros meses de vida.
Momento único e inestimável.

Por Karina Castilho

O correto seria dizer Deus é Pai? Sim, sem dúvidas. Mas com a maternidade “recém chegada” em minha vida, tenho aprendido que Deus também é A mãe! Alguns detalhes no dia-a-dia de um bebê são percebidos com mais facilidade pela mamãe (entenda: os pais tem um papel único e fundamental na vida do bebê e podem ser até melhores “mães”, mas o foco neste artigo não é saber quem é melhor ou faz mais, e sim falar do relacionamento delas com os filhos). Como dizia, o instinto materno é algo divino. Cada choro, riso, gemido ou inquietação do bebê, logo é percebido pela mamãe que prontamente se volta para seu filho e cuida, zela por ele (e claro que em grande parte por ser apenas um bebê e ter total dependência da mamãe).

Aos poucos, quando a mamãe começa a confiar mais na percepção de vida do filho e das coisas ao seu redor, ela fica mais tranquila e vai liberando-o para conhecer o mundo. Porém sempre ali, presente, com olhos firmes e atentos a tudo e qualquer movimento anormal. Então o bebê começa a se desenvolver e aprende rápido demais sobre como conseguir algo ou expressar seus sentimentos. Que descoberta fantástica! É maravilhoso ver o filho(a) aprender coisas novas, sorrir, demonstrar afeto e ansiar por colo. É uma sensação singular de completa realização. Mas como toda criança ou situação, as coisas mudam e as pessoas passam por um processo de transformação, ora está de bom humor ora não, e desse modo começa a definir sua personalidade, no caso do bebê. Repare que estes pequeninos amam um bom colo, seja de quem for; eles querem sentir-se acolhidos e amados e quando isso não acontece, lá vem o chorinho da criança, o “choro de manha”. Como mães, estamos atentas a tudo e identificamos o verdadeiro chamado do bebê.

Ao refletir, percebi que também somos um “bebê” cuidado por Deus. Quando conhecemos Jesus queremos o seu afeto, atenção e proteção; queremos ser acolhidos. Deus, assim como a mamãe, conhece muito bem o filho e sabe melhor ainda o que é bom pra cada um e tem uma percepção única das nossas lágrimas. Nem sempre vamos receber um socorro imediato, mas não porque o Senhor não esteja vendo, e sim porque Ele quer nos ensinar algo, como a mamãe que mesmo vendo seu filho chorar sabe a hora exata de interferir e socorrê-lo. Até quando não vemos o agir do Senhor, Ele está conosco em todo o tempo. Mas quando adquirimos maturidade espiritual ou cristã e ampliamos nossa percepção de vida, começamos a “crescer”, a agir por conta própria. Deus, como a mamãe, nos dá um voto de confiança que sabiamente aproveitamos ou infelizmente agimos com desobediência, porém Ele está com olhos firmes e atentos a tudo o que fazemos, pronto para nos disciplinar e acolher com amor.

Quando Deus “não responde” nossas orações, por diversas vezes, agimos como crianças (e precisamos parar com isso!), choramos ou queremos chamar a atenção (de Deus e de todo mundo), e temos o nosso momento de fazer manha, por exemplo: não perdoando, deixando de ir à igreja, não orando ou jejuando, ao murmurar, ao criticar o pastor ou líder, etc. Porém, quando escolhemos devolver para o Senhor todo o cuidado, carinho e dedicação que Ele teve conosco, quando desejamos a Sua presença e o Seu colo, somos surpreendidos pelo Senhor e percebemos que em todo o tempo Ele esteve conosco. Imagine a alegria que Deus sente quando um filho(a) se volta para Ele em amor, arrependido e sedento por Sua Palavra e vontade. Imagine o quanto a vida dessa pessoa muda! Penso que Ele recebe de braços abertos, assim como a mamãe que ama o seu bebê e o traz ao colo, abraça, beija, cuida e se enche de alegria ao receber um sorriso, uma demonstração de afeto. Deus é Pai, mas aprendi que Deus também é A mãe!

Graça e paz!

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