Prontos para servir em qualquer lugar e hora!

Pr. Carlos Mello - BOPE, RJ

Pr. Carlos Melo – BOPE, RJ

Por Pr. Carlos Melo

Uma das minhas primeiras experiências com Deus no ambiente da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro – PMERJ se deu numa manhã bem quente, em todos os sentidos… Quando cheguei à PMERJ, após cumprir o período inicial de formação, fui escalado para trabalhar no combate direto ao narcotráfico devido ao meu histórico militar procedente do Corpo de Fuzileiros Navais, Tropa de Elite da Marinha do Brasil. Apesar da experiência adquirida na Marinha, a realidade policial era bem diferente. Trabalhei como motorista policial até aprender a ser polícia, Dirigia uma viatura tipo Blazer numa guarnição de cinco policiais dos quais apenas eu professava a fé em Cristo Jesus. Não foi fácil!

Esta guarnição era uma das mais temidas do batalhão e, de certa forma, fazer parte de um grupo assim nos envaidece. Quando estávamos de serviço, a “malandragem” de Niterói ficava de cabelo em pé, porque sabiam que a qualquer momento poderiam ser surpreendidos por nós, Não tinha tempo ruim, com chuva, sol, noite ou dia estávamos sempre em busca de novas ocorrências. No entanto tinha um problema, toda manhã quando entrávamos de serviço, a primeira parada após sairmos do Batalhão era em um terreiro para os colegas receberem passe. Impressionante como saiam de lá corajosos, “corpos fechados”, diziam eles. Ainda sugeriam que eu também fosse lá, no que prontamente lhes respondia que o meu Deus era mais forte e poderoso que o passe que eles recebiam.

Era preciso acontecer algo, não bastavam palavras, pois suas convicções eram muito fortes. Certo dia, numa grande operação policial contra o tráfico em um dos morros mais perigosos de Niterói, nós estávamos juntos. Como eu era motorista aguardava o momento que a situação já estivesse controlada e só então poderia entrar com a viatura. Chegando ao local combinado deparei-me com uma situação atípica, Observei uma roda com dezenas de policiais olhando algo que acontecia no seu interior. Parei o veículo e me dirigi caminhando para o local, quando de repente saiam do interior da roda os policiais da minha guarnição, bastante apressados e com fisionomia de quem tinha visto fantasmas; perguntei-lhes o que estava havendo e eles só conseguiam responder que com aquilo eles não se metiam. Isso só aumentou a minha curiosidade.

O que estaria havendo ali que colocou os homens mais bravos do batalhão pra correr? Quando me dei conta estava no meio da roda com todos aqueles policiais me olhando e assistindo um indivíduo rolando pelo chão, se contorcendo todo e pronunciando palavras incompreensíveis. Entendi que era a hora daqueles homens conhecerem quem verdadeiramente tem poder para proteger, não só o corpo físico, mas principalmente a alma. Só me restava uma coisa a fazer: orei em espírito pedindo que o Senhor me socorresse naquele momento, coloquei as mãos sobre o endemoniado e repreendi no nome do Senhor Jesus ordenando que aquele mal deixasse aquele jovem livre. Imediatamente ele foi liberto e todos ali ficaram atônitos sem saber que poder era aquele. No momento em que o jovem voltou a si, perguntou o que estava acontecendo e sem qualquer cerimônia respondi que ele estava sendo preso, pois tinha contas a acertar com a justiça dos homens.

Enfim, nunca mais me fizeram convites para tomar passes. Deus mais uma vez honrou os seus e aprendi que podemos ser usados por Deus em qualquer lugar ou momento, que podemos ser o que quisermos até mesmo policiais, desde que estejamos sempre à disposição do Mestre. Esta experiência marcou muito a minha caminhada na polícia e espero sinceramente que ajude outros policiais que têm duvidas a respeito de sua profissão, se a mesma se alinha com a vontade de Deus. Deixa Deus te usar!

* Pastor Carlos Melo – Sub Ten PM, servindo a Deus na AD Central de Porto da Pedra em São Gonçalo – RJ, e também no BOPE – Batalhão de Operações Policiais do Estado do Rio de Janeiro –RJ.

Obs* Pr. Carlos Melo é colaborador do site karinajornalista.com, e gentilmente cedeu este relato pessoal. O testemunho foi originalmente escrito para a Revista Livres da Terceira Igreja Batista de Marília-SP.

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1 Response

  1. Jefferson diz:

    Não me canso de ouvir essa história Pr. Carlos!! Que Deus te use cada vez mais, o Sr. é um referencial pra minha geração.

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